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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ALHEAMENTO

 

Entre a vigília e o sono – o alheamento

Nem sei quem sou – se eu vegeto ou vivo.

Um sonho sem razão vem sem motivo

E com razão, influi no sentimento.

 

Precisamente aí nesse momento,

Surge o amor tão forte e incisivo

A distorcer o sonho onde derivo

Que por razão me faço sonolento

 

Para sonhar amor justo conforme

Uma vigília dele, e não se dorme

Pra não perdê-lo no sono profundo

 

Em pesadelo, e ao sonho multiforme

O amor levita se tornando enorme


Feito o resumo inteiro deste mundo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Cego


Cego é quem viu o que vê
E não enxerga nem sente
O seu foco, indiferente
À dor ou prazer, porque

Tem sempre a mente à mercê
Da convenção, que o mente
Sobre o que há. E evidente
Que vê o que ele crê.

Sentir, é tudo enxergar.
É ver o que está no ar.
É ter imaginação.

O ver, é profetizar.
É pois se por no lugar

Do que está na visão.